quarta-feira, 9 de março de 2011

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE - Um homem de ficha limpa - será?

Recebemos pela Internet uma mensagem sugerindo o repasse da entrevista do Deputado JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE que aos 38 anos foi eleito Deputado Federal pelo PDT-DF com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal (A Semana -  Entrevista Edição nº 2135 08).
A reportagem, com o título de "Um homem ficha limpa" traça o perfil do homem que chega à Câmara com a "pura intenção" de "reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso".
Não é surpresa para ninguém que esse tipo de proposta cai no gosto popular, o problema é realizá-las e uma parte mais preparada do eleitorado sabe que é praticamente impossível torná-la realidade. Então o porque de prometer o impossível?
O Deputado JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE sabe que suas promessas serão cobradas mas é certo e conhecido que o eleitor brasileiro "tem memóriua fraca" e é capaz de eleger tanto os mocinhos quanto os bandidos do mensalão e de outras quadrilhas que permeiam nosso grupo de parlamentares.
Sua atitude inicial foi "abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória" o que segundo o próprio irá economizar cerca de R$ 3 milhões em quatro anos.  É claro que começou com o pé direito e que vai agradar ao povo, com exceção, é claro, da parte da população representada pela quase totalidade de seus colegas, inclusive na esfera estadual.
E o Deputado promete não parar por aí.  Ainda segundo suas promessas, não irá usar a cota de passagens, dispensará os 14º e 15º salários, auxílio-moradia e mais, irá reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a famosa "cota de gabinete".  É muita promessa mas pelo menos para essas ele não precisará pedir permissão a ninguém, bastará cumprir.
Em resposta ao primeiro quesito do repórter, Reguffe afirmou que se surpreendeu com o resultado da eleição e alega ter sido consequencia de sua atuação como Deputado Distrital além de uma campanha idealista e de baixo custo.
Como Deputado Distrital, ele ensaiou sua tática de vitória. Abriu mão de várias verbas, como seus salários extras e a eliminação de algumas vagas de assessores de seu gabinete.  Houve uma economia na órdem de R$ 3 milhões para aos cofres públicos, segundo o Deputado. É fácil imaginar o que aconteceria se os outros 24 Depautados fizessem apenas algo parecido.
Consciente das dificuldades, espera exercer o mandato com menos gastos e sensível redução no que ele chama de "desperdício de dinheiro público".  Acredita que dessa forma poderá não somente cumprir suas promessas mas também superar o trauma do mensalão que o fez acreditar que a sociedade acha que todo político é corrupto. Infelizmente uma situação muito próxima da verdade por tudo que assistimos nos diversos escalões de nosso poder legislativo.
José Antônio Reguffe, aos 38 anos, é um político jovem que já possui boa experíência de plenário, e pelo visto traçou uma estratégia que poderá lhe abrir espaços, ou não, para atuar de forma direta na reforma política. Dentre algumas de suas idéias está o "fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos", pois alega, de forma muito acertada, de que "a política deve ser um serviço e não uma profissão".
Mas para nós, muito imporante mesmo é sua proposta com o "FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO". Não acreditamos que apenas essa proposta poderá evitar a eleição de personagens caricatas e duvidosas, mas é um passo importante para evitar que a população, por estar obrigada a votar, vote em qualquer um, até mesmo para mostrar sua indignação com as opções colocadas à disposição.
O Deputado, que parece assistir ao mesmo filme que nós, espera ver aprovado o voto distrital, a possibilidade de revogação de mandato, onde "o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos" e o fim do financiamento público de campanha.  Propostas que certamente não passarão nem mesmo por seu partido, mas que se conseguir ao menos colocar em discussão, o colocarão na vitrine para maiores vôos.
Em relação ao fim do financiamento público, não seríamos tão radicais pois o governo tem plena condição de fiscalizar e mais, a política é também a arte de saber fazer ligações e compromissos.  A capacidade, a liberdade e a criatividade de cada candidato, ou de sua equipe, ou de seus colaboradores, faz a diferença em suas campanhas. 
Reguffe ataca por todos os lados, inclusive em outro ponto nevrálgico que é a quantidade de Deputados e Senadores.  Todos nós temos a impressão de que apesar do tamanho continental do Brasil, principalmente a Câmara, não precisa de 513 parlamentares.  Não ousamos fixar um número pois seria preciso um estudo mais profundo em relação ao assunto, mas com certeza mais do que 10 Deputados por um Estado nos parece um absurdo.
O Deputado garante que não se afastará de seus princípios e que votará no que é o certo, independente da orientação do Partido. É mais uma promessa difícil de cumprir.
E seguindo a entrevista, o bom Deputado pretende fazer com que as crianças aprendam os princípios básicos da Constituição Federal. Uma espécie de retorno Educação Cívica que alguns anos atrás era obrigatória e com a evolução do ensino foi colocada de lado. Para os alunos em geral, a matéria é chata, e continuará assim sendo, mas seria uma boa investida.
Como não poderia deixar de ser, Reguffe termina a entrevista com a afirmativa de que é favorável à imediata aplicação da Lei dos Fichas Sujas e ao respeito aos votos do eleitor.
É realmente o homem das causas impossíveis.  Seus eleitores e também nós de outros cantos estaremos atentos aos seus passos. Não temos alternativas, "vamos pagar para ver", somos obrigados a isso, por enquanto ...

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