Écada vez mais interessante a disputa
partidária, principalmente quando se aproxima das eleições. O discurso
neoliberal, que coloca o capitalismo na frente e não admite um país com a visão
de uma esquerda que deseja implantar um socialismo pseudocomunista que não deu
certo em nenhum lugar.
A corrupção
navega de um lado para outro. Mais tímido em governos anteriores, capitalistas
por essência, se torna extremamente agressiva com a impunidade que já conheciam. Tinham (ou tem) a certeza de que nada
aconteceria, já que não era uma novidade, o que era novo, e continua sendo é o
volume do dinheiro corrupto que chegava fácil para as mãos de muita gente.
Caso não se
apliquem sanções e punições adequadas, essa corrupção caminha para a destruição
da democracia.
Sabemos que
não é um mal apenas do Brasil. Não me arrisco a apontar uma sequer que não
tenha alguns casos em seus governos. A diferença está diretamente no rigor da
aplicação das leis, inclusive com a pena de morte em países mais intolerantes.
E como é
possível a manutenção no poder de elementos de “fichas sujas”? Um ditado
popular diz que “cada cabeça, um voto” e dizemos ”cada voto, um preço”, o que
entendemos que os resultados das eleições dificilmente refletem o desejo do
povo.
Em nosso nodelo de eleição direta, com
a obrigação do voto e a proporcionalidade das cadeiras de acordo com o “quantum
eleitoral” facilita a ação dos “grandes colaboradores” que após as generosas
ajudas, os parlamentares eleitos se obrigam a lutar por interesses privados, que
muitas (maioria) das vezes fogem da ideologia do partido.
Não existe campanha equilibrado quando
o dinheiro, principalmente o corrupto, entra em cena. Quem não está preparado
dificilmente consegue uma vaga. E o pior, no meio de uma apuração pelo MP, pela
Polícia Federal, de escândalos e corrupção na maior empresa do país, o
Congresso abre uma CPI (para que?) em ao lado de um denunciante do esquema
senta um Deputado do partido próprio partido que está sendo denunciado. Não
existe o menor sentido. Será que eles vão se punir?
Outros, diante do silêncio
providencial de vários acusados, relaxam, sofrem também calados e mesmo a
oposição fazem perguntas já respondidas e distribuídas pelo MP. Com isso a
blindagem é criada e nós, do lado de fora, continuamos a torcer para ver alguém
preso, e de preferência, caciques.
E o que fazer para mudar? Uma reforma
política, com votos livres, para se tentar evitar o cabrecho. Uma divisão em
distritos, para que o voto possa eleger alguém com mais compromisso naquelas
regiões. A redução no número de representantes em cada Casa, principalmente
para Deputados. São ações simples que reduziriam tanto o custo da máquina eleitoral,
quanto no próprio dinheiro (inclusive o corrupto) para campanhas.
É evidente que o populismo do governo
atual irá trabalhar para que algo seja feito. E sabemos que a oposição não
poderá trabalhar contra, assim qualquer partido que queira crescer. É a oportunidade
de pequenas mudanças que poderão fazer grandes diferenças.