sexta-feira, 24 de abril de 2015

Pequenas mudanças que poderão fazer grandes diferenças



 Écada vez mais interessante a disputa partidária, principalmente quando se aproxima das eleições. O discurso neoliberal, que coloca o capitalismo na frente e não admite um país com a visão de uma esquerda que deseja implantar um socialismo pseudocomunista que não deu certo em nenhum lugar.

A corrupção navega de um lado para outro. Mais tímido em governos anteriores, capitalistas por essência, se torna extremamente agressiva com a impunidade que já conheciam.  Tinham (ou tem) a certeza de que nada aconteceria, já que não era uma novidade, o que era novo, e continua sendo é o volume do dinheiro corrupto que chegava fácil para as mãos de muita gente.

Caso não se apliquem sanções e punições adequadas, essa corrupção caminha para a destruição da democracia.

Sabemos que não é um mal apenas do Brasil. Não me arrisco a apontar uma sequer que não tenha alguns casos em seus governos. A diferença está diretamente no rigor da aplicação das leis, inclusive com a pena de morte em países mais intolerantes.

E como é possível a manutenção no poder de elementos de “fichas sujas”? Um ditado popular diz que “cada cabeça, um voto” e dizemos ”cada voto, um preço”, o que entendemos que os resultados das eleições dificilmente refletem o desejo do povo.

Em nosso nodelo de eleição direta, com a obrigação do voto e a proporcionalidade das cadeiras de acordo com o “quantum eleitoral” facilita a ação dos “grandes colaboradores” que após as generosas ajudas, os parlamentares eleitos se obrigam a lutar por interesses privados, que muitas (maioria) das vezes fogem da ideologia do partido.

Não existe campanha equilibrado quando o dinheiro, principalmente o corrupto, entra em cena. Quem não está preparado dificilmente consegue uma vaga. E o pior, no meio de uma apuração pelo MP, pela Polícia Federal, de escândalos e corrupção na maior empresa do país, o Congresso abre uma CPI (para que?) em ao lado de um denunciante do esquema senta um Deputado do partido próprio partido que está sendo denunciado. Não existe o menor sentido. Será que eles vão se punir?

Outros, diante do silêncio providencial de vários acusados, relaxam, sofrem também calados e mesmo a oposição fazem perguntas já respondidas e distribuídas pelo MP. Com isso a blindagem é criada e nós, do lado de fora, continuamos a torcer para ver alguém preso, e de preferência, caciques.

E o que fazer para mudar? Uma reforma política, com votos livres, para se tentar evitar o cabrecho. Uma divisão em distritos, para que o voto possa eleger alguém com mais compromisso naquelas regiões. A redução no número de representantes em cada Casa, principalmente para Deputados. São ações simples que reduziriam tanto o custo da máquina eleitoral, quanto no próprio dinheiro (inclusive o corrupto) para campanhas.  

É evidente que o populismo do governo atual irá trabalhar para que algo seja feito. E sabemos que a oposição não poderá trabalhar contra, assim qualquer partido que queira crescer. É a oportunidade de pequenas mudanças que poderão fazer grandes diferenças.