quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Senado rejeita proposta para o fim do voto obrigatório no País

O Senado, por 16 votos a seis, rejeitou na quarta-feira, dia 02, proposta apresentada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) de emenda à Constituição que tornava facultativo o voto no País. 

Os senadores, diferente do clamor popular, foram contra o parecer do relator, senador Pedro Taques (PDT-MT), favorável ao fim do voto obrigatório nas eleições do país. 

A obrigação de votar, interfere diretamente nos votos da população. São 32 partidos políticos recheados dos mais diversos tipos, fato que colabora para que a obrigatoriedade se transforme em votações sem sentido, brancos ou nulos. 

O Governo luta com suas armas para que o voto permaneça obrigatório, numa corrente contrária à democracia que tanto alardeava em outros tempos. 

O voto facultativo, no entanto não é unanimidade na oposição. O PSDB, por exemplo, que já foi totalmente contra um dia, hoje se divide.  De um lado, a opinião favorável, principalmente daqueles que querem aparecer mais e para isso não perdem a chance de confronto com o PT, independente da disputa, se um diz sim, o outro diz não e pronto.

Do outro lado, a maioria do partido, concentram-se políticos mais conservadores, talvez de olho no futuro, que disfarçam suas falas, tentando fugir do confronto e mostrar para seus eleitores que o voto obrigatório é benéfico para um país que não está tão politicamente preparado.

Confesso que talvez esteja realmente despreparado, pois não consigo entender uma democracia em que sou obrigado a ir votar, mesmo que não aprove qualquer um dos candidatos na eleição.

Por que nos obrigam a votar?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Bandido preso é aplaudido pela Câmara dos Deputados

Hoje mais uma vez senti VERGONHA de ser brasileiro. Senti de perto a verdade de que "não somos um país sério". E que não podemos negar o que Pelé nos disse alguns anos atrás, ou seja, "que não sabemos votar". 
Não existe em nenhum lugar do mundo, seja num país bastante conservador, ou mesmo numa democracia mais moderna, situação em que um bandido, preso e condenado, saia da cadeia para ocupar um lugar no plenário de uma Camara que, por nossos votos, representa a "cara de seu povo". É a cara mascarada do Brasil.  
A covardia de não se declarar nos votos, esconde os nomes de 131 deputados que agiram como cúmplices de um homem considerado e condenado como  "bandido" pela sociedade. Outros 41, que se abstiveram de votar, são até piores, pois se acovardaram na hora de decidir.  Como confiar em pessoas com esse perfil? 
54 nem votaram, fugiram e não cumpriram o papel para o qual são regiamente pagos.  Deveriam ter no mínimo, o "dia caçado por faltar ao trabalho".  E finalmente, outros 54 que nem a coragem de comparecerem ao trabalho o fizeram.  E EU ainda sou obrigado a votar...

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados livrou de cassação o deputado federal Natan Donadon (sem partido/RO) — condenado a 13 anos, 4 meses e 10 dias por peculato e formação de quadrilha. Na noite desta quarta-feira, 28, dia em que o deputado completou dois meses preso no Complexo Penitenciário da Papuda, a votação sobre a perda do mandato teve 233 votos a favor, 131 contra e 41 abstenções, mas eram necessários 257 votos para a cassação, o que configuraria a maioria dentro do total de 513 parlamentares da Casa. O voto nesse tipo de sessão é secreto.
Daiene Cardoso - O Estado de S. Paulo

domingo, 9 de junho de 2013

Única democracia no mundo que...

"Somos o único caso de democracia no mundo em que condenados por corrupção legislam contra os juízes que os condenaram. Somos o único caso de democracia no mundo em que as decisões do Supremo Tribunal podem ser mudadas por condenados. Somos o único caso de democracia no mundo em que deputados após condenados assumem cargos e afrontam o Judiciário. Somos o único caso de democracia no mundo em que é possível que condenados façam seus habeas corpus, ou legislem para mudar a lei e serem libertos".

(Declaração do Ministro do STF, Joaquim Barbosa, sobre o projeto de submete à aprovação do Congresso as decisões do STF)